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Por Arnaldo Aurol, n1
26/01/2024 05h01 Atualizado há uma hora
Larissa, 29 anos, sempre se descreveu como “pé no chão”. Depois de um término complicado e meses apertando o orçamento, ela prometeu a si mesma duas coisas: não se endividar e voltar a ter pequenos momentos de alegria. Foi numa sexta-feira chuvosa, depois do expediente, que viu um anúncio oferecendo 50 giros grátis para novos cadastros na casa de apostas que amigos comentavam no grupo da firma.
“Eu não estava buscando milagre, nem ‘dinheiro fácil’ — isso não existe. Eu só queria um passatempo leve”, lembra.
Ela fez o cadastro, ativou os 50 giros e escolheu um jogo com tema de viagem — “porque viajar ainda é meu sonho”. Nos primeiros minutos, nada demais: pequenas combinações, ganhos e perdas, aquele sobe-e-desce que mais parece videogame. Até que, no 37º giro, as luzes da tela piscaram diferente.
“Eu nem entendi na hora. Só vi o contador somando, somando… Quando parou, marcava R$ 1.280,00. Eu tremi. Foi um misto de surpresa e alívio.”
Larissa fechou o notebook, respirou fundo e chorou. “Não porque ‘ficaria rica’ — é um valor normal — mas porque, naquela semana, significava pagar a conta de luz atrasada, encher a despensa e ainda comprar o bolo do aniversário da minha mãe.”
No dia seguinte, ela transferiu o valor para a conta bancária, quitou as contas e comprou flores para a mãe. “Foi a primeira vez, em muito tempo, que me senti vencendo de novo”, diz.
Mas Larissa faz questão de sublinhar: “Resultado passado não é promessa do futuro.” Desde então, ela só joga esporadicamente e com um limite fixo e baixinho — o suficiente para se divertir sem peso na consciência.
“Eu não transformei o jogo na minha renda, nem quero. O que ficou foi a lembrança de que a sorte existe, sim — e que disciplina e responsabilidade são ainda mais importantes.”
Os 50 giros foram um benefício de boas-vindas para novos cadastros (sujeitos a regras da plataforma).
O valor ganho veio de uma combinação especial do jogo — um evento aleatório, como um bônus interno.
O saque foi feito após cumprir as condições de uso do bônus (que variam conforme a oferta).
“Eu li as regras primeiro. Se não tivesse entendido, nem teria jogado. Entrar sabendo as condições fez toda a diferença”, conta.
“Se você está passando perrengue, não veja o jogo como plano financeiro. Procure alternativas sólidas, organize as contas, peça ajuda. Se for jogar, que seja pelo entretenimento, com limite e cabeça fria. E, por favor, leia as regras.”
No fim, a história de Larissa não é sobre ‘ganhar dinheiro’, e sim sobre recuperar o fôlego em uma fase pesada — e transformar um momento de sorte em escolhas responsáveis.
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